É tempo de cooperar

Por Cláudio Montenegro. Jornalista, editor chefe da Rio Cooperativo, diretor geral da Montenegro Grupo de Comunicação. montenegrocc@montenegrocc.com.br

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Será neste sábado, 4 de julho, o Dia de Cooperar (Dia C), uma importante data para o cooperativismo no estado do Rio e em todo o Brasil. É o dia especialmente criado para envolver toda a sociedade, fazer o bem e divulgar a importância da cooperação para melhorar a qualidade de vida de todos.

No Rio de Janeiro, o Dia C será realizado das 9h às 16h, com ações sociais na Lagoa Rodrigo de Freitas (Parque dos Patins) voltadas para todos os públicos. No local, cooperativistas de todos os ramos estarão unidos com o objetivo de se integrar à comunidade e oferecer serviços gratuitos para a população, tais como: orientação jurídica, serviços de saúde, corte de cabelo, além de feira de adoção de animais, jogos cooperativos, atividades esportivas, oficinas para crianças, danças, exposição de artesanato, além de show da cantora Myra Calado e roda de samba. Roupas e alimentos não perecíveis também poderão ser doados. As atividades acontecerão nos estandes montados em tendas pelo Sistema OCB/Sescoop-RJ, formado pelo Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Rio de Janeiro, com o apoio de diversas cooperativas parceiras.

Bilhete premiado
No dia 4 de julho haverá, ainda, a extração da Loteria Federal especial do Dia C. Em parceria com a Caixa Econômica Federal, a Organização das Cooperativas Brasileiras (Sistema OCB) criou um bilhete personalizado com o tema da campanha deste ano. O sorteio acontece no próprio sábado, valendo o prêmio de R$ 300 mil. Os bilhetes especiais já estão disponíveis em todas as lotéricas do país.

Repercussão nacional
O Dia C é uma iniciativa das cooperativas brasileiras que surgiu em 2009 da necessidade de colocar o potencial cooperativista e a responsabilidade social a serviço do próximo. São as cooperativas aproveitando uma excelente oportunidade para transformar e serem transformadas por meio de atividades voluntárias essenciais ao bem-estar comum.

E as atividades do Dia C não se restringem ao Rio de Janeiro. Neste sábado, eventos simultâneos acontecerão em diversos estados brasileiros promovendo e estimulando o voluntariado com ações diversificadas. Ações estas que são planejadas e executadas pelas próprias cooperativas e contam com o apoio do Sistema OCB promovendo capacitação, divulgação e valorização das práticas cooperativistas.

Assim, as ações do dia 4 de julho marcarão o dia nacional da campanha iniciada em maio, e que já contou com mais de 50 ações realizadas por cooperativas diversas somente no estado do Rio de Janeiro. A previsão é de que esse número cresça cada vez mais, já que as atividades continuarão acontecendo ao longo do ano.

Edição 2014
Somente no ano passado a campanha contou com a adesão de cooperativas de 24 estados, beneficiando cerca de 1 milhão de brasileiros. Para isso, o Sistema OCB mobilizou mais de 200 mil voluntários de 1.440 cooperativas. Em 2014, as ações no Rio de Janeiro favoreceram mais de 13 mil pessoas e contaram com a adesão de 88 cooperativas de nove ramos, realizando em torno de 90 ações.

O Dia C é o dia de ajudar ao próximo, de cooperar com a sociedade, e mostrar à comunidade cooperativista e demais setores o potencial de atuação das cooperativas com a força de seus cooperados. Participe do Dia C 2015, o maior movimento de voluntariado cooperativista do Brasil.

* COLUNA VEICULADA NO JORNAL MONITOR MERCANTIL – 2/7/2015

Dia Internacional do Cooperativismo 2015

Dia-Internacional-do-Cooperativismo-2015Escolha cooperativismo. Escolha equidade. Este é o tema do 93º Dia Internacional do Cooperativismo, divulgado pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI). A data, neste ano, será celebrada em 4 de julho.Em nosso mundo globalizado a desigualdade está em ascensão. O hiato na renda mundial tem aumentado ao longo dos últimos anos. Um relatório recente do Credit Suisse estima que o um por cento mais rico da população mundial concentra quase metade da riqueza total do mundo, enquanto metade das pessoas do planeta detém menos de um por cento da riqueza mundial.

No entanto, a desigualdade se apresenta em diversos tons, podendo se aplicar às características étnicas e regionais ou a aspectos pessoais, como sexo ou idade. Precedendo a equidade no direito ao voto entre homens e mulheres, a igualdade de gênero tem sido um direito fundamental em cooperativas desde o seu início, na primeira metade do século 19.

A hierarquia tipicamente plana das cooperativas incentiva uma cultura de trabalho em equipe, onde o talento é recompensado ao invés de competitividade.

Como a desigualdade afeta a todos nós
A desigualdade é um tema relevante pois influencia nossas percepções sobre auto-estima e justiça. Todos os seres humanos têm direito ao mesmo respeito e à mesma dignidade. No entanto, a desigualdade traz graves consequências socio-econômicas e de segurança.
Prejudicial para a economia – A desigualdade retarda o crescimento do PIB, o que dificulta a acumulação de capital humano, corrói resultados educacionais e perspectivas econômicas de longo prazo, especialmente para as pessoas de baixa renda.
Prejudicial para a nossa infraestrutura – Quando excluídos, os indivíduos não são capazes de participar nas instituições que formam a sociedade. Exemplos disso são a capacitação médica, indústrias que requeiram trabalhadores qualificados, ou as áreas de crédito e seguros.
Prejudicial para a nossa segurança – Os impactos sociais da desigualdade incluem desemprego, violência, crime, humilhação, degradação do capital humano e exclusão social. A desigualdade afeta negativamente a participação democrática, fomentando a corrupção e o conflito civil.
Prejudicial para a democracia – Politicamente, a desigualdade corrói a justiça das instituições e agrava o problema da responsabilização dos governos. Quando as instituições sociais já são frágeis, a desigualdade desestimula ainda mais a vida cívica e social que sustenta a tomada de decisão coletiva, necessária para o funcionamento de sociedades saudáveis.

Como o cooperativismo pode contribuir
Todos são donos – expandindo o conceito de propriedade, as cooperativas são uma força comprovada para a inclusão econômica e social. Se o modelo coperativista continuar a crescer, a desigualdade será reduzida.
Aberta a todos – Uma cooperativa é aberta a todos, seja homem ou mulher, jovem ou idoso, qualquer pessoa pode participar.
O poder de decisão não está vinculado à riqueza – Todos têm igual poder de decisão (voto equivalente), independentemente do capital.
Igualdade também significa acesso igual aos bens – A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece como estratégia crítica, a nível nacional, assegurar o acesso universal a bens e serviços básicos de boa qualidade, o que, por sua vez, é o próprio propósito de uma cooperativa.

A Organização das Nações Unidas afirma a importância de se assegurar que a oferta realmente chegue às camada excluídas da população. As cooperativas se concentram em atender as necessidades de seus membros, ao invés de focar apenas no retorno financeiro.

O movimento cooperativista apresenta uma combinação única entre alcance global e conduta empresarial baseada em pessoas. Podemos desempenhar um importante papel na redução da pobreza. As cooperativas auxiliam na redução da desigualdade ao empoderar as pessoas e ao oferecer a elas uma forma digna e sustentável de ganhar a vida.

Segurança e saúde no trabalho

O engenheiro de segurança do trabalho e advogado especialista em questões trabalhistas, previdenciárias e ambientais, Derval de Oliveira, apresentou as obrigações e deveres do transporte alternativo no painel segurança e saúde no trabalho. “Vocês devem criar novas Leis para o transporte complementar. Estou comprometido com vocês. O sócio cooperado tem deveres legais e a nova Lei do cooperativismo de trabalho aumentou esses deveres. No entanto, na área de saúde e segurança do trabalho, os trabalhadores estão expostos diariamente a diversos fatores como ruídos, vibrações, radiação ionizante e calor, além do ritmo excessivo de trabalho e o assédio moral dos passageiros”, declarou. (mais…)

Avanços da Lei 12.690/12: quem ganha com as novidades?

A Lei nº 12.690/2012, que regulamentou o funcionamento das cooperativas de trabalho, completou no mês de julho o seu primeiro ano de vigência. O novo marco garantiu um salto qualitativo no que se refere à regulamentação das relações entre cooperativas, cooperados e clientes. Os reflexos que esta Lei proporcionou (e continua proporcionando) são inúmeros e visa a modernização das instituições. A primeira delas está sendo a adequação dos Estatutos Sociais às novas exigências. Desvendar os seus detalhes é buscar bases legais para adequar as atividades das cooperativas influenciadas diretamente pelas mudanças. O cooperativismo de trabalho é um dos segmentos mais fortes no Brasil. Segundo informações publicadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), em 2011 o país tinha aproximadamente 2.740 cooperativas, totalizando cerca de 188.500 associados.

Somente no Estado do Rio de Janeiro, o total de cooperativas de trabalho chegava a 30. A Lei nº 12.690/2012 foi baseada no trabalho bem-sucedido na Cooperativa Trabalho, Produção e Comércio das Vilas de Porto Alegre (Cootravipa), no Rio Grande do Sul. Fundada há 29 anos, a cooperativa resgata a dignidade pessoal através da inserção social e promove um trabalho de conscientização do cooperativismo.

A presidente, Elizabete Freitas, participa de debates que abordam o tema. “A modernização da gestão em cooperativas é importante para todos, sendo esta uma das metas. Além disso, o marco propõe um novo olhar do cooperado para a cooperativa. Isso já era feito na Cootravipa. Nossas Assembleias
têm participação de 80% do quadro social”, afirmou Elizabete. Se deu certo lá, por que não fazer o mesmo nas demais cooperativas?

Uma das principais personalidades cooperativistas no Brasil, o vice-presidente da Organização das Cooperativas de Trabalho, associado da Aliança Cooperativista Internacional e Representante Nacional do Ramo Trabalho na OCB, Geraldo Magela da Silva, afirma que o novo marco legal é extremamente importante para a regularização das cooperativas de Trabalho. “Este é um marco que promove a regulamentação do cooperativismo de trabalho. Além disso, a Lei contribui positivamente para que as cooperativas do segmento tenham o compromisso de promover a empregabilidade”,
disse Geraldo Magela, acrescentando que este marco institui direitos mínimos que visam a resguardar o trabalho.

O que muda Dentre as principais inovações e alterações trazidas pela Lei, estão: a redução do número mínimo de sócios para constituição de uma cooperativa de trabalho, de 20 para apenas sete sócios, a instituição de direitos mínimos dos sócios, tais como retiradas não inferiores ao piso da categoria profissional ou ao salário mínimo, a duração do trabalho de oito horas, ressalvadas escalas e plantões, que poderão ser compensadas, repouso semanal e anual remunerados e a observância obrigatória das normas de saúde e segurança do trabalho em vigor.

O novo marco também traz a eleição de uma coordenação, com mandato de um ano, para as cooperativas de trabalho da modalidade serviços, cujos associados realizem suas atividades fora do estabelecimento da cooperativa. Adequar as cooperativas no primeiro ano da Lei foi uma provação. “A Lei promoveu (e ainda promoverá) três grandes desafios às cooperativas, que se referem à gestão da autonomia, da democracia organizacional e dos
direitos sociais. Ou seja, força, na prática, a modernização da gestão”, falou o consultor da Comissão Especial de Direito Cooperativo (CEDC), José Horta Valadares.

Após as discussões conjuntas com o Sistema OCB, a Secretaria de Inspeção do Trabalho, de Relações do Trabalho e Nacional de Economia Solidária enviaram Nota Técnica à Casa Civil e proposta de Decreto Regulamentador da Lei nº 12.690/12. A edição está prevista para os próximos meses. As cooperativas, porém, não devem esperar a publicação da regulamentação para adaptarem seus estatutos.

Na pendência do Decreto, é recomendável que as Assembleias definam as regras sobre a gestão dos direitos sociais previstos no Artigo 7° do novo Marco Legal.

OCB completa 45 anos de representação do cooperativismo brasileiro

Marca Sistema OCBA Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) completou, no dia 8 de junho, 45 anos de registro. São mais de quatro décadas de atividade incessante, cuidando bem dos cooperativistas brasileiros, por meio da articulação e da contribuição em diversas frentes que envolvem os Três Poderes da República. Ao longo deste quase meio século o resultado de tanto trabalho é o fortalecimento do cooperativismo na agenda de desenvolvimento econômico e social do país. (mais…)

Sicoob Central Rio apresenta novo produto

O Sicoob Central Rio apresentou no dia 8 de junho no auditório da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (AMPERJ), o Sicoobcard Mastercard Black. De acordo com a Central, a mais nova peça do portfólio de produtos é diferenciada e possui características e serviços exclusivos. O presidente e o vice do Sistema OCB/Sescoop-RJ, Marcos Diaz e Jorge Meneses, acompanharam o evento. (mais…)

GT do Táxi inicia discussão sobre aplicativos de smartphones

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O grupo de trabalho criado pelo Sistema OCB para deliberar sobre as demandas das cooperativas de taxistas, um dos segmentos do Ramo Transporte, teve sua primeira reunião hoje em Brasília. A gerente geral da OCB, Tânia Zanella explicou que a atuação do GT do Táxi, como tem sido chamado, é vista com muita positividade. (mais…)

Cooperativismo de Crédito se mantém forte em Pernambuco

negocios-macro-central-setembro O Brasil passa atualmente por uma forte crise financeira. Mesmo com o cenário adverso, as cooperativas de crédito têm se tornado uma alternativa mais acessível, como, por exemplo na concessão de empréstimos, considerando as altas taxas praticadas por bancos privados. O resultado é o crescimento forte do segmento em todo o Brasil nos últimos meses. E em Pernambuco não é diferente. (mais…)

Rede Transporte tem nova diretoria com representação regional

A Rede Transporte, central criada por cooperativas do Ramo com o intuito de otimizar custos e viabilizar a operação do setor, tem uma nova diretoria, desta vez com representantes regionais. A eleição ocorreu ontem, em Brasília. A composição é a seguinte: Abel Moreira Paré, como presidente do Conselho de Administração, Marcos Cezar Nobre, vice-presidente, e Paulo César Simioni, secretário. (mais…)

Caminhada ecológica difunde o cooperativismo em Mendes

topo1Para comemorar o Dia do Meio Ambiente, em 5 de junho, a Cremendes, Cooperativa de Crédito de Mendes Ltda., promove no domingo, dia 7, uma caminhada ecológica até um local que faz parte da história do município, onde há uma nascente e antigas ruínas. A Fazenda Santa Rita, local escolhido para a caminhada desse ano, fica a apenas 2 km do ponto de saída, na avenida Júlio Braga, 20. (mais…)

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